segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Pra ser feliz no casamento.

Num mundo onde o amor é cada vez mais instantâneo, onde as relações começam com data marcada para terminar, como fazer um relacionamento dar certo?

Hoje eu e o Fabrício estamos fazendo dois anos de casados, que na verdade são só uma pequena parte dos nossos 10 anos juntos, e quando eu olho pra gente eu sinto muito orgulho do tipo de amor que a gente vem construindo. Um amor genuino, que aceita o bom e o ruim do outro (pq todos temos os dois lados). Um amor que não sufoca, que não prende e que não desconfia. Um amor que não deixa o tempo ir esfriando a relação e que se preocupa em se reinventar sempre, mas sem perder a sua essência. Um amor que cuida do outro, que se preocupa em entender o lado de cada um, sem querer que o outro seja o que você quer. Um amor que discute sem perder o foco no que é importante. Um amor que olha na mesma direção, que se movimenta para o mesmo lado e que sonha muito. Um amor que curte os pequenos belos momentos de todos os dias, como uma jantinha, o brilho de uma vela, ou tomar juntos uma taça de vinho ouvindo um Cd especial. Ou simplesmente, ficar juntinhos na cama, pensando em como é bom estar ali e pronto. Acho que amar é muito simples. Mas casar não é tão simples assim. Não é simplesmente dividir a mesma casa e as contas. Na verdade são dois mundos que acabam indo pra um só lugar. Cada um com seu jeito, seu estilo, sua forma de ver as coisas. Tem que ter maturidade, paciência, humildade e ter sempre em mente que turbulências existem e fazem parte da vida, mas que o que diferencia e fortalece é passar por cada uma delas e ver que a relação só cresce, e fica mais e mais firme. Casamento também tem tudo a ver com sexo. Sem ele não tem casamento que dure. O sexo refresca a relação, torna tudo mais leve e faz as pessoas se sentirem realmente amadas. Casamento não quer dizer, necessariamente, ter filhos, mas depois termos o Francisco, penso que um filho é algo que todo o casal tinha que ter. O filho fecha o ciclo do amor, pq é o fruto de tudo de melhor que cada um tem e faz com que além de um casal, a gente se torne pai e mãe e leve a relação para um novo momento.
Estes dias eu li uma entrevista de um importante psicanalista dizendo que ninguém foi feito para ficar a vida inteira com a mesma pessoa, e talvez ele possa até ter razão, mas eu prefiro pensar que quero que seja pra sempre, pq desta forma, vou dar o meu melhor para que dê certo.
Fabri, feliz aniversário e que a gente comemore muitos e muitos mais.
Te amo.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Um ano do Francisco

Gente, o tempo vôou de forma supersônica e daqui há uma semana o Francisco estará comemorando 1 aninho. Parece que foi ontem que eu enrolei ele na manta do hospital (que nunca mais devolvi, que vergonha!) e levei ele pra casa. Me lembro muito bem da minha cara e do Fabrício com aquele mini ser, mostrando pra ele a sua casa, falando de cada parte do seu novo lar, mostrando seu quarto e tudo o que a gente tinha preparado pra ele com tanto amor e carinho e eu com uma dúvida enorme de o que fazer com ele: coloco no berço? deixo no carrinho? Tudo novo e amedrontador, quase apavorante. Me lembro bem da minha angústia em não saber as razões do choro, ter que ir tentando, tentando, até descobrir se era fome, sono, cólica, cocô ou xixi. Os dias intermináveis da licença maternidade, vendo a vida passar pela Ana Maria Braga e pelo Vale à pena ver de novo. O início da amamentação, a mijada que levei do pediatra por não estar fazendo da forma como ele havia me informado. Aproveitando, segue uma dica: obedeçam o pediatra ou então não contem nada pra ele, pq eles odeiam as mamães desobedientes e no meu caso, muitas vezes eu ouvia todo mundo, menos ele e quando eu comecei a ouví-lo é que tudo começou a funcionar melhor. Mas fechando o parênteses do pediatra, este primeiro ano foi um dos mais intensos da minha vida. E sei que da vida do Fabrício também. Os primeiros 3 meses que são o caos na terra (mas passa e muito rápido), do 4o ao 6o mês que é quando começa a diversão, o momento em que o Francisco sentou e começou a brincar sozinho e antes disso, a primeira noite que ele dormiu a noite toda (e nós também)... este dia eu jamais vou me esquecer pq eu ria de orelha a orelha (como é bom dormir). O dia que eu descobri o primeiro dentinho (que orgulho, fui eu que descobri), o dia que ele comeu bisnaguinha e ficou com pão grudado em todos os minúsculos 4 destes (eu chorei de rir). As primeiras comidinhas e todas as caretas que acompanham as experiências gastronômicas (a cara de comer sorvete é a mais engraçada de todas). O dia em que ele fez cocô até quase a cabeça (temos muitas fotos deste dia) e depois desse dia vieram muitos outros e eu descobri que amo Vanish. O primeiro dia no parquinho. A gente andando de gangorra juntos. As brincadeiras e os momentos em família. Me orgulho de termos apresentado pra ele Ramones, Nirvana, New Order e Elvis e ele ficar todo feliz quando colocamos o CD e fazer aquela dancinha engraçada e rir pq acha tudo muito super. Aiiii o dia em que ele bateu palminhas pela primeira vez (to escrevendo e lembrando) foi muito lindo. O dia em que ele começou a engatinhar, puxando uma perninha de um jeito muito fofo e engraçadinho. Nossa, tem muitas coisas bacanas neste curtíssimo 1 ano de vida. Muitas descobertas, muitas aventuras, muitas novidades. Mas a maior descoberta de todas fui eu que fiz, me descobri mãe. Nunca pensei que conseguiria, nunca pensei que saberia ou que aprenderia (na verdade é um aprendizado diário). E hoje, tenho uma maturidade que nunca tive e uma vontade enorme de acertar e ajudar a formar uma pessoa bacana. Pegar este CD em branco, que é o Francisco, e tentar, junto com meu mega blaster maridão Fabrício, gravar nele só coisas bacanas, valores importantes, conceitos como amor, amizade, simplicidade, limites, verdade, afeto, compaixão, solidariedade, empatia, caráter, amor ao próximo e ver crescer alguém que vai fazer diferença no seu mundo e no mundo dos outros. Acho que este é o maior desafio dos pais e algo que não se aprende na escola. O exemplo mesmo vem dos modelos mais importantes da criança: os seus pais. E por mais que digam que o mundo tá complicado, que a gente tem que trabalhar mais e sobra menos tempo pro resto, acho que é hora de rever isto e tentar viver bem com o que se tem, para que a qualidade dos relacionamentos se fortaleça. Acho que mais importante do que dar o celular da moda ou o videogame do momento é pegar na mão do seu filho, abraçar bem forte e poder dizer um eu te amo do fundo do coração e ter tempo pra uma voltinha no parque em um sábado de sol, um pique-nique ao ar livre ou uma ida inocente ao zoológico, com direito a galinha enfarofada, com aquele gostinho da minha infância. As lembranças são muito mais marcantes do que as coisas. As minhas melhores lembranças não envolvem nada caro, são só coisas simples, mas que me fizeram muito feliz. E que chegue a festinha de aniversário pra gente curtir muito com o Francisco e se preparar para os próximos anos e as próximas descobertas.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Tamagoshi

Vocês lembram daquele bichinho virtual que foi uma febre nos anos 90, o Tamagoshi? Todas as crianças tinham o seu e aí tu tinha que cuidar dele, dar comida, limpar, dar carinho, brincar, fazê-lo dormir, ou, caso contrário ele morria. Estes dias eu estava num final de semana em família, às voltas com o Francisco brincando na sala e comentei com o Fabrício, que filho era igual ao Tamagoshi, só que ao vivo. Claro que esta é uma visão bastante simplista do que é ter um filho, mas se a gente analisar friamente é mais ou menos a mesma lógica. Os cuidados, os horários para tudo, a rotina, prestar atenção em todos os detalhes, cuidar pra não se machucar, para comer, dar banhinho, colocar pra dormir, brincar, dar carinho, enfim, ter um filho exige atenção total e completa o tempo todo e se não cuidar direito ele sente e demonstra isso claramente.
Percebo agora que o Francisco está quase com 1 ano, que desde cedo eles (os bebês) já revelam a sua personalidade. O Francisco já sabe muito bem o que quer e já tenta impor determinadas vontades e já solicita que a gente mostre alguns limites, como dizer não quando ele vai puxar um fio que está na tomada (uma das "brincadeiras" que ele mais gosta). Ele vai com a mãosinha no fio e já fica me olhando com uma carinha do tipo "me diz não, mamãe" e quando eu digo, ele me olha, sorri e vai com aquela mãosinha de novo, o danadinho. Então, eles já pensam que tem o controle desde cedinho, e cabe aos pais impor estes limites e mostrar que nem tudo pode, pois eles nascem com limite zero, não conhecem nada do mundo e pra eles tudo é possível. Tanto é que eles se machucam horrores nos primeiros anos de vida, com tombos, galos e arranhões, pq não tem noção nenhuma do perigo e dos limites do mundo. Esta fase, embora seja um barato, eles quase andando, se equilibrando como bêbados tentando achar o equilíbrio, e descobrindo o mundo, é muito complicada, pq piscou, é um tombo, piscou, é uma batida de cabeça no armário, piscou, é um dedo na tomada... tem que estar em cima all the time e pedir uma ajuda extra aos anjos da guarda para amortecerem a queda, caso ela seja inevitável.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

O primeiro book do Francisco.

A fofa da vovó Cleci levou o Francisco para seu primeiro book fotográfico. O resultado não poderia ter sido mais fofucho. Ele estava muito à vontade e amou fotografar. Ele tem se mostrado exibido e fotogênico como sua mamis hehehe
Eu não canso de olhar as fotos.
Ai que orgulho do meu filhote delícia!




































































segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O filho tem que ser do time do seu papai.


Eu nunca dei muita bola para futebol. Tirando eventos como Copa do Mundo, onde me obrigo a torcer por alguém, sempre fui do tipo que presta atenção em outras coisas que não a escalação, o estilo de arbitragem, ou se o craque do time está bem ou não. Fazem 10 anos que o Fabrício me explica o que é impedimento e eu não entendi até hoje. Na verdade já desisti de entender. Mas gosto de assistir aos jogos com o Fabrício, acho que pelo fato de ele aceitar meus comentários do tipo "o que é o cabelo do fulanoooooooo" ou "coisa mais brega esse uniforme" ou "no intervalo eles fazem um lanche?" e não achar que isso é uma lacuna cultural na minha vida. O amor tem dessas coisas.

Mas confesso que a conquista da Libertadores (é isso né?) pelo Inter na 4a passada mexeu bastante comigo. Pela primeira vez eu assisti ao jogo prestando atenção, deixei o Fabrício colocar uma bandeira que transformou nosso home num verdadeiro desastre estético, organizei uma jantinha pra um casal e amigos e sentei bem querida no sofá para não perder nenhum detalhe. O jogo foi muito emocionante e o Fabrício tava bem nervoso, ainda mais que tinha um amigo corintiano assistindo (não me pareceu que ele estivesse "secando", mas nunca se sabe). Só que o que me emocionou de verdade foi ver o Fabrício e o Francisco de uniforme do Inter. O Fabrício vestiu ele cuidando de cada detalhe, como se aqueles movimentos todos fossem trazer muita sorte. O Francisco inclusive dormiu fardado! E aí eu entendi como é importante o filho torcer para o time do pai. Tudo fica mais bacana quando pai e filho torcem pro mesmo time. Eu fico imaginando o Francisco mais crescidinho vendo os jogos, torcendo junto com o Fabrício, indo de vez em quando ao estádio. Vai ser mega fofo. O meu marido não é do tipo fanático - graças a Deus - pq acho meio sem noção qualquer tipo de fanatismo, mas ele curte muito futebol e seu time do coração e então, nada mais justo do que o Francisco ficar ao seu lado nessa paixão.

Então eu funciono assim: quando estou lá em casa torco pro Inter e quando estou na casa do meu pai, torço pro Grêmio.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Dia dos Pais

Meu pai tem um cheirinho de shampoo de maçã verde.
Ele sempre tem a voz suave de quem quer contar uma história para dormir.
Ele fala comigo e eu sinto o amor que ele sente por mim, só de ouvir a sua voz.
Mesmo quando eu sou chato, ele é querido.
Ele sempre dá um beijinho na minha bochecha antes de me dar o mamá.
Ele sempre acorda a mamãe com a mesa posta e cheio de amor fazendo "quêtchi".
Ele volta pra casa para desligar o ar quando a mamãe esquece ligado e estende a roupa no varal mesmo quando está muito frio lá fora.
Meu papai tem olhos verder e os meus são azuis, mas a gente é um a cara do outro.
Ele é o melhor jogador de futebol de mundo. Seus chutes deixam o goleiro "rengo".
O mundo é muito melhor porque o meu papai existe.
Eu vou ser um grande homem porque vou ter o meu papai como modelo e ele é um exemplo de pessoa em todos os sentidos.
A minha mamãe olha para ele com os olhos brilhando. Eu acho que ela acha ele muito "sexi".
Eles se amam muito e isso me faz feliz.
O dia dos pais é hoje, mas para mim é todos os dias, porque meu papai vai ser meu herói todos os dias, até eu ficar bem velhinho e virar o herói dos meus filhinhos.




sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Onde eu fui parar?

Nas últimas semanas eu passei por uma espécie de crise existencial envolvendo meu lado mãe e meu lado mulher. Sabe quando tu não te acha? Eu fiquei me perguntando "onde eu fui parar?". Acho que com a chegada do Francisco eu acabei mergulhando de cabeça na questão da maternidade e todas as mega funções intermináveis que ela traz consigo, que acabei me esquecendo que eu sou uma pessoa, uma mulher, alguém de carne e osso que também tem as suas necessidades, seus momentos, sua vida paralela. Eu me peguei indo das tarefas com o Francisco, para as tarefas do meu trabalho e das tarefas do meu trabalho, para as tarefas com o Francisco. Todo o resto ficou escondido embaixo deste turbilhão de rotinas e mais rotinas. Nem vontade de curtir meu marido eu tinha mais. É claro que antes que a vaca fosse para o brejo eu fui correndo pro colo da minha terapeuta chorar minhas pitangas e acabei ouvindo o que eu já imaginava: que isso só dependia de mim. Buscar o meu eu de volta e equilibrar todas estas vidas: mãe, dona de casa, profissional competende, esposa dedicada, mulher sensual e com uma vida conjugal plena. Mas vamos combinar que é coisa que não acaba mais né? Fiquei cansada só de listar tudo hehehehe Mas é isso aí mesmo. Cada uma dessas vidas sozinhas não tem a menor graça, nem mesmo ser mãe tem graça se todos os outros lados não existirem. Um dia os filhos crescem, tomam outros rumos e se a vida dos pais foi só ser pais, acaba ficando um vazio enorme do tipo "o que aquelas pessoas fazem ali naquela casa, olhando uma para a outra?" e isso é o caos, o fim do casamento. Se o lado afetivo/conjugal fica de lado (leia-se fazer sexo, ir ao cinema, jantar fora, passar o final de semana sem o filho, se curtir, se admimirar como homem e mulher, entre outras coisinhas ótimas), as chances de um casamento dar certo depois dos filhos é praticamente nula. Por isso que muitos casais optam por não ter filhos e por isso que muitos casais se separam nos primeiros anos de vida dos filhos. Ontem eu estava lendo uma matéria na Crescer deste mês que falava exatamente disso: da dificuldade de retomar a vida paralelo a maternidade/ paternidade. A grande maioria dos pais e mães passa por isso. Uns sobrevivem, outros não. Eu quero ser uma sobrevivente! Então arregacei as mangas e comecei todo um processo em busca deste equilíbrio. Às vezes a maternidade não é nada romântica.