segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

ELE TRANCOU, E AGORA?


Gente, vida de bebê não é fácil.
Ainda mais quando ele completa quatro meses.
Vejam só quantas novidades na vidinha do Francisco.

Ele foi ao pediatra com o pai (este será um post a parte hehehe) fez mais uma vacina com aquele agulhão master blaster na cocha e ainda por cima constataram que ele não tinha engordado tudo o que deveria. Apesar de estar com o peso ideal e o tamanho até superior para a idade, ele ganhou pouco peso e ligamos o alerta vermelho.
Entraram em ação o medicamento anti-refluxo, o Nan especial anti-refluxo e as papinhas de frutas. Tudo no mesmo dia.
Fomos lá e trocamos o leite, compramos o medicamento e as frutas e começamos a nova fase em prol de um nenê mais gordinho.
Mas cá entre nós, para um bebê é muita mudança junto. Resultado? O Francisco trancou!
Simplesmente parou de fazer cocô.
Começamos pela maçã no primeiro dia de fruta e ele trancou mais ainda.
Passou um dia, e nada. Fralda limpa. No segundo, ídem. E eu e o Fabrício começamos a nos preocupar. Aí não me segurei e liguei pro pediatra e ele me disse que se o Francisco não fizesse cocô até hoje (segunda-feira) teríamos que colocar um supositório nele. Tadinhooooooooooo!!!!!!
Aí iniciamos várias tentativas para destrancar o rapazinho: troca maçã pelo mamão papaya. Faz chá de ameixa, massagem na barriguinha e reza para papai do céu dar uma forcinha.
Hoje de manhã fui feliz da vida trocar a fralda e, nada. Ai que pavor. E eu só pensando "supositório não". Até que aconteceu a mamada da manhã e eu coloquei o Francisco no almofadão e fui me vestir pro trabalho, quando de repente veio uma sinfonia de puns e eu ouvi aquele barulhinho que só o Francisco faz quando está concentrado fazendo cocô. Yupiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! Ele conseguiu! Acho que foi o melhor começo de manhã de segunda-feira que eu poderia ter. Enchi ele de beijinhos e amassei ele muito, muito.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Fica cada vez melhor. Podem acreditar.



Este post é para aquelas mamães de primeira viagem. Àquelas que acabaram de ter seus bebês e que estão passando hoje pelo que eu passei há 3 meses.

Todo mundo fala em como é maravilhoso ser mãe, em como é lindo ter um filho, em todas as alegrias que aquele pequeno ser proporciona, e mais muitos e muitos elogios à tão sonhada maternidade. Só que todo mundo esquece de avisar que o início é muiiiiiiiiiiitttttttttttttooooo difícil. E lá estamos nós, as mamães, cheias de expectativas (e como diz um sábio ditado, a expectativa é a mãe da merda), com aquele bebezinho de alguns dias na nossa frente, chorando sem parar, a gente sem dormir há dias, sem comer há dias, sem poder tomar um banho há dias e lá no nosso íntimo pensando "o que eu fui fazer da minha vida?" ou "a maternidade é isso?".

E aí ficamos pensando onde foi parar aquele bebê gordinho da revista, com os olhos brilhantes? Onde foi parar aquela risada gostosa que faz os pais se derreterem? Onde está a troca entre mãe e filho? Sonhando que o bebê já tivesse nascido com seis meses.

Mas é assim mesmo. No início é só o bebê que recebe. É dedicação única, exclusiva, em tempo integral, de dia e à noite, independente do cansaço, da vontade de chorar e de todas as dúvidas que passam pela nossa cabeça. A gente deixa de ser a gente e passa a ser mãe. Tudo só vai para ele. E nós ficamos ali prestes a ter um troço e sair correndo sem olhar para trás (pelo menos era assim que eu muitas vezes me sentia), pedindo forças de onde não se tem mais para suportar mais uma noite sem dormir, a dor nos mamilos ou aquele choro que não acaba nunca.

Mas tudo isso passa. E o melhor, vai ficando cada vez mais e mais fácil, até que a gente se pega pensando "ser mãe é mesmo um barato".

Eu posso garantir que hoje aos quatro meses, o Francisco é outra criança e eu sou uma mãe completamente diferente daquela que se desesperava a cada vez que ele chorava. E está ficando cada vez melhor. Agora tem troca. De carinho, de olhares, de sorrisos, de amor. E apesar de ter pensado "chega logo três meses", hoje eu percebo como é importante aproveitar cada dia de uma vez e curtir, curtir muito essa evolução do filhote. Há cada dia tem uma novidade. É um gesto, um risinho diferente, um objeto que ele pega, a mãosinha ansiosa batendo na água e molhando todo o chão... é uma festa e apesar da nossa ansiedade, cada fase tem que ser vivida com toda a intensidade que ela merece. Quando as pessoas me diziam "aproveita, que o tempo voa" eu pensava "voa nada" e hoje percebo que todos tinham razão.

O importante para passar por este início sem maiores traumas - principalmente pro bebê, pq cá entre nós, quem tem que ser racional somos nós - é manter a calma e quando a calma estiver indo embora, entregar o bebê para outra pessoa (pai, vó, babá, quem estiver mais tranquilo e cheio de amor para dar) e sair um pouco de circulação. Respirar fundo, pensar em coisas boas, na saúde do bebê, em como ele é perfeitinho, em como deu tudo certo e seguir em frente.

E outra dica: não se cobrem demais. Não se exijam demais. É complicado sim. É tudo novo. Não tem manual e nós não temos obrigação de sermos perfeitas. O bebê precisa de coisas muito simples e que nós temos de sobra para dar: carinho, alimento, cuidado e atenção. Fazendo isso, ele vai crescer, se desenvolver e quando a gente perceber estamos cantando parabéns no aniversário de um aninho, morrendo de saudades de quando ele era bebê.

E para finalizar, dêem uma olhadinha na foto aí em cima e me digam, vale ou não o esforço?



sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Maternidade e Carreira. Dá pra fazer as duas coisas.

Esta semana voltei ao trabalho. Foi um misto de felicidade e medo.
Primeiro, porque depois de quase quatro meses fora, eu tinha a sensação de que o mundo continuou e eu fiquei parada, no meio de fraldas, cocôs, xixis e amamentação, alheia a tudo e a todos os acontecimentos. Acompanhar a vida pela Ana Maria Braga, não realiza ninguém. Retomar a carreira, apesar de ser indispensável para a minha felicidade, me deixou cheia de dúvidas do tipo: "será que vou dar conta?", "será que ainda sei fazer o meu trabalho?", "como as pessoas vão me receber?"... Era como se eu tivesse pedido demissão, ficado fora um tempo e voltado. Nos primeiros dois dias me senti bem perdida.
Depois, tive que lidar com a culpa que senti ao deixar um bebê tão pequeno e indefeso aos cuidados de pessoas que nunca vi na vida, em uma escolinha em turno integral. Mas como diz uma amiga, foi o Francisco quem escolheu nascer nesta família, onde mãe e pai trabalham e além da profissão de pais, têm as suas carreiras para tocar em frente. Carreiras essas que garantem os potes e mais potes de Nan e as fraldas e mais fraldas que ele usa todos os dias.
A boa notícia é que não foi tão difícil. Aos poucos a nova rotina foi sendo assimilada e cá entre nós, o Francisco com sua calma e bom humor, dá um empurrãozinho para tudo ser mais fácil ainda.
Basta ter planejamento para deixar a mochila da escolinha pronta na noite anterior, acordar na hora certa de manhã, fazer o make-up e colocar as bolsas no carro antes do mamá, deixar a roupa de trabalho separada e enquanto o Francisco descansa após mamar, se vestir. Depois é só colocá-lo no bebê conforto e levá-lo pro carro e pronto, ir para a escolinha e depois para o trabalho.
Vou confessar que tenho me atrasado uns 15 minutos todos os dias, mas antes dele eu consegui me atrasar mais. O complicado mesmo é a despedida. Dar tchau pro Francisco e saber que só vou sentir seu cheirinho de novo às 11 da manhã é muito complicado. Eu ainda não consigo deixá-lo na escolinha sem encher os olhos d´água. E fico olhando no relógio contando os minutos para ir amamentá-lo. Não é a toa que me deram o apelido de mãe mais dengosa da escolinha.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Melô do Francisco

Já não tenho dedos pra contar
Em quantos tip tops vomitei
Quantas fraldas me trocaram
Ou quanto Nan tomei

Tomar banho
Escovar a língua
Dormir 20 horas só pra crescer
Nem sempre é so easy ser bebê

Hoje não consigo mais me lembrar
Do tempo que no útero morei
Dizem que era tudo fácil
Mas isso eu já não sei

Só que agora que vim pro mundo
É questão de adaptação
Logo eu já vou ser um meninão

Quando minha mãe me segura
E acaricia minha mão
Eu encosto no seu peito
Eu sinto o seu cheiro e aí fico bem
Muito bem

O meu pai gosta de me levar
pra passear pra lá e pra cá
Ele conversa o tempo todo
Não para de falar
Ele fala: o papai te ama
E eu escuto com o coração
Papai também te amo de montão

Quando minha mãe me segura
E acaricia minha mão
Eu encosto no seu peito
Eu sinto o seu cheiro e aí fico bem
Muito bem

Francisco num momento "cocô day".



Prestando atenção no mundo lá fora.

É fofo, ou não é?